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Causas do Ateísmo

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#1 Causas do Ateísmo em 22/8/2014, 9:34 pm

Akira

Usuário Nível 4
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1- Mitos sobre o ateísmo e o agnosticismo

Verdade ou Mentira: nunca acredite no que lhe dizem, observe os fatos. Eles costumam ser melhores juízes do que as pessoas.

Há quem defenda que todos os ateus e agnósticos sejam pessoas perversas e imorais. Nada mais falso. Assim como há ateus e agnósticos maus e devassos também há religiosos maus e devassos. Isso não é o diferencial dos ateus e agnósticos. A maioria deles são pessoas boas que optaram por esse caminho por uma questão de honestidade e sinceridade consigo mesmos.

Na dúvida, basta fazer a simples reflexão: quantos atentados terroristas são feitos por ateus em um ano? Quantos atentados terroristas são feitos por fanáticos islâmicos em 1 ano? Só por aí dá para observar que ser religioso não significa ser alguém capaz de respeitar o próximo.

O Ateísmo e o Agnosticismo também são opções que fazem parte do Direito à Liberdade Religiosa. Esse Direito engloba o poder de cada indivíduo escolher a orientação de fé que quiser, inclusive a de não seguir nenhuma delas ou até negá-las. É consequência natural do Direito à Liberdade de Pensamento.

Neste artigo, estudaremos o que é religião e o que é Deus já que o tema gira em torno da negação desses atributos. E, em seguida, as principais causas que levam as pessoas a desistir da fé em um Criador.

 
2- O que é religião?
 


Religião é uma palavra que deriva do latim religare e significa “tornar a ligar de novo” ou religar. Para os pagãos, o ser humano está separado de sua Causa Primeira. Assim, o sacerdote funciona como quem liga o fiel à divindade. Ideia de ligação.

Sendo assim, as instituições religiosas objetivam ligar o adepto à Divindade de sua crença através de rituais próprios e um conjunto de dogmas a serem seguidos pelos fiéis.
Nesse sentido, o conceito de religião não se aplica ao Judaísmo.

O judaísmo não propõe conectar ninguém a nada. Do ponto de vista judaico é impossível existir desconectado da Fonte do Ser. Se isso acontecesse, nem que fosse apenas por uma fração de segundo, o ser deixaria de ser.

Já estamos permanentemente conectados a Fonte dos Seres. Quer você acredite, quer não acredite. Portanto, é incorreto designar o judaísmo como uma religião. Judaísmo não tem nada a ver com religião, ele é um modo de ser conforme as orientações da Torah.

3- O que é Deus?

 
É difícil dizer o que é Deus para um não judeu porque envolve a aplicação direta do conhecimento da Cabalá judaica, a tradição mística da Torah.
Árvore da Vida

A Árvore da Vida. Para compreendê-la, é preciso estudar cabalá judaica.
Para os Cabalistas Judeus, nosso universo/multiverso não foi criado de supetão com apenas um ato, mas evolutivamente, gradativamente, através de um processo longo e complexo representado esquematicamente pelo TzimTzum e pela formação das dez Sephiroth em cada uma das 4 Olamoth que compõem a Árvore da Vida.

Se você não tem nenhuma noção sobre o assunto, recomendo ler os livros “As 3 Dimensões da Kabalá”, autor: Chaim David Zukerwar, e o livro “A Cabala”, autor: Zev Ben Shimon Halevi. Caso queira se aprofundar no estudo da Cabalá, procure um rabino do Beit Chabad mais próximo de você.

Os judeus raramente usam a palavra Deus e quando o fazem escrevem D’us. O mais comum é que os judeus O chamem de Eterno. E isso se dá por alguns motivos. Deus é uma palavra derivada do grego Zeus, a divindade maior dos pagãos gregos. Zeus é filho de Cronos (Saturno), a divindade que personifica o Tempo e a Razão. Dessa forma, Zeus, como filho de Cronos, está limitado pelos atributos do pai.

Como veremos mais abaixo, o Eterno não está sujeito a limites. Motivo pelo qual a palavra Deus é evitada. No lugar dela usa-se a palavra Eterno que é um dos atributos Dele. Também é comum o uso do termo HaShem ou HaShem HaKadosh que significa “O Nome” e “O Nome Santo”. Além disso, usa-se a palavra Deus apenas para que os não judeus compreendam do que se trata, pois o uso da palavra Eterno pode confundir os desabituados a ela.

A grafia D’us é usada como forma de demonstração de respeito por essa forma de se referir a Ele e é usado como uma salvaguarda da sétima Mitzvah negativa de não profanar os nomes do Eterno. Por isso usam-se tantos sinônimos para se referir a Ele. Evita-se, inclusive, de escrever e pronunciar os verdadeiros Nomes do Eterno que são estudados na Cabalá a fim de cumprir fielmente a Mitzvah.

Na Cabalá, o Eterno é nomeado como a Fonte do Ain Soph Aur (אין סוף אוֹר) ou seja: “O Infinito Nada Flamejante” ou “O Infinito Nada Luminoso” ou o “Infinito Nada Irradiante”.


A Árvore da Vida. Para compreendê-la, é preciso estudar cabalá judaica.



Nada (Ain): não é possível conceitua-Lo, nem pensar sobre Ele, nem fazer referências ou comparações. Absolutamente Nada porque Ele está além de toda criação e de nossa capacidade intelectual e espiritual.

O infinito (Soph): sem nenhum limite. Nem de tempo, nem espaço, nem de ser. Espaço e tempo são reconhecidos pela maioria dos estudiosos como limites. No entanto é prudente lembrar que existir também é um limite.

Flamejante (Aur): apesar de ser um “Infinito Nada”, o Eterno irradia-se por toda criação como a luz e o calor. Apesar de invisível, ilumina e aquece o que está à volta de uma maneira infinita. Assim, analogicamente, Ele é um Fogo, que embora seja um “Infinito Nada”, conecta-se a todo existente, iluminando-o, aquecendo-o e concedendo Vida.

Por isso, os sábios dizem que o Eterno está escondido acima da Árvore da Vida atrás de três véus. Ou seja: se você acreditar ser capaz de enxergar a Sephira superior de Kether (o que também é impossível), ainda haverá mais 3 véus acima de Kether impedindo que você sequer possa tentar olhar para o Eterno. Quais véus? O Ain Soph Aur.

Em resumo: Segundo a Cabalá Judaica, o Eterno é indefinível porque Ele ultrapassa todos os fundamentos usados para referenciar o existente tais como o tempo, o espaço, o ser e as ideias de uno e díade. Sem tais noções não conseguimos sequer pensar sobre algo.

Os cabalistas Judeus, ao conversar sobre o Eterno, raramente falam Dele como a Fonte do Ain Soph Aur. Por quê? Simples: não há nada a dizer, é impossível.

No entanto, segundo a Cabalá, O Eterno manifesta-se de 10 formas diferentes (Sephiroth) que se desdobram em 4 mundos (Olamoth). E aqui precisamos fazer uma diferenciação fundamental: a Fonte do Nada Que Se Manifesta (O Ain Soph Aur) da Sua Manifestação (Sephiroth).

A manifestação não é O Manifestante!A primeira manifestação do Eterno é chamada de Kether na Cabalá. E ela se desdobra em 4 olamoth: Atzluth, Briah, Yetzirah, Malkut.

A maioria compreende Deus como a “Causa Primeira que não Tem Causa”, enfim: uma das manifestações do Eterno, a saber: Kether no plano de Assiah. E aqui precisamos ressaltar novamente um ponto importante: a manifestação não é o manifestante, apesar do caráter Divino que ela encerra.

A tese da Causa Primeira que não tem Causa foi demonstrada por Platão, Aristóteles e São Tomás de Aquino. Posteriormente, ela foi contestada por Immanuel Kant. Por se tratar de um tema que merece mais considerações, comentarei o erro de raciocínio lógico cometido por Kant em outro artigo.

Normalmente, quando usamos a palavra Deus (independente de que fé seja), estamos nos referindo a “Causa Primeira que não tem causa”. Enfim: a origem do Universo/Multiverso de onde surgimos e vivemos.


Olamoth e a Árvore da Vida[/spoiler]

4- Causas do Ateísmo e do Agnosticismo

 
São vários fatores que podem influenciar alguém a se tornar ateu ou agnóstico. No entanto, quatro deles são os principais:

a ) Apego excessivo à razão;
b )Prática anterior de alguma fé sem poder místico;
c ) Desejo inconsciente de que o mundo seja o paraíso somado a uma noção equivocada de Deus;
d ) Aversão às autoridades e à existência de limites.
Vejamos cada uma das causas.

4.1- O apego excessivo à razão

O apego excessivo à razão também é uma forma de “religião”. Para eliminar a religião supersticiosa do mundo, August Comte criou outra (também supersticiosa) chamada Religião da Humanidade. É uma seita positivista que exalta a razão, o logos, como se fosse uma divindade. E mais, também exalta as ciências como se fossem santas ou auxiliares da razão… Sim, August Comte morreu louco.

A viseira de burro

O positivismo baseia-se no lema hegeliano de que “todo real é racional” e de que “todo racional é real”. Ou seja: para os seguidores da religião da razão, só é real o que a razão é capaz de explicar e conhecer. Da mesma forma, para eles, só é conhecível o que for racional.

Enfim: eles usam uma viseira de burro chamada de método científico. Se o objeto a ser estudado não se conformar aos padrões que eles adotam como “racionais”, eles simplesmente ignoram o estudo em questão.
Se uma roupa começar a pegar fogo dentro de um balde cheio de água numa residência, eles simplesmente vão ignorar o fato.

Vão dizer que isso não é real porque não é racional. Que foi um desvio padrão da regra de que coisas não pegam fogo dentro da água entre as temperaturas x e y. E pronto, ficará por isso mesmo.

É nesse sentido que o método deles funciona como uma viseira de burro: se o objeto de estudo não se adequar aos critérios, eles o ignoram como se não existisse, assim como o burro ignora tudo que está tapado pela viseira.

E se você insistir com eles em qualquer estudo que a razão não compreenda, eles vão te tachar de “supersticioso”, “empírico”, “ignorante” e outros preconceitos mais. Eles até lembram os católicos medievais acusando tudo e todos de “heréticos”, “blasfemos” só por ousar discordar do que eles acreditavam como o certo.


Viseira de burro: ela é colocada sobre os olhos do animal para diminuir o campo de visão e evitar que ele se assuste com o visto ao redor.


Essa viseira de burro é a desculpa para que eles ignorem tudo que “não é racional”. Dessa forma, assuntos ligados à espiritualidade simplesmente são desprezados pelos meios científicos como se fossem bobagens supersticiosas.

Quem já sofreu com perseguições fantasmagóricas ou presenciou qualquer fenômeno sobrenatural e procurou ajuda científica, já deve ter se deparado com o problema. Os seguidores da religião da razão simplesmente te ignoram abertamente, isso quando não caçoam.

Eles sequer se dignam a estudar o caso e, quando muito, sugerem que você deva procurar um psiquiatra. E, mais: se algum deles se interessar no estudo, o restante dos colegas iniciará o trabalho de ridicularizar o dissidente, desacreditá-lo e persegui-lo.

Enfim: os seguidores da religião da razão comportam-se como os fanáticos da Idade Média. Basta alguém pensar diferente deles para se dar início a perseguição e a ridicularizarão. Basta ver como a Psicologia Junguiana e a Parapsicologia são tratadas com desprezo pelos racionais.
No Tanach está escrito que o Eterno, às vezes, comunica-se conosco através de sonhos e visões (Jó/Ióv 33:15-16).

Os rabinos recomendam não dar crédito em demasia aos sonhos e visões porque eles também podem ser produzidos por influências negativas. Em todo caso, esse alerta rabínico manifesta uma grande verdade: o sonho e as visões são uma forma de contato com o plano espiritual (benigno ou maligno).

Sonhos e visões é o tipo de coisa que os racionais ignoram por não caber dentro da viseira de burro que eles usam.


Os pangarés também usam viseira pelo mesmo motivo: assustam-se a toa. Para evitar problemas, os donos colocam as viseiras nos olhos do animal.

4.1.1- Os seguidores de Saturno/Cronos


Saturno/Cronos devorando um filho. Francisco de Goya, 1819-1823. Óleo sobre reboco transladado a tela 146 cm × 83 cm cm.

Na mitologia pagã greco-romana, Saturno/Cronos é o símbolo da razão exacerbada. É um aviso profético universal feito pelos gregos há milênios sobre as consequências nefastas do ideal positivista. Do ideal que idolatra uma razão fria e calculista que despreza os valores, a fé, a espiritualidade, a ética, enfim: tudo o que não pode ser compreendido racionalmente.

Saturno/Cronos também é o símbolo da morte, da pobreza, da avareza, da doença, da magreza, da fome, da bruxaria, da materialidade e do homem que ignora fazer parte de algo muito maior e incompreensível.

É o símbolo do homem que perdeu sua humanidade por ter perdido a própria alma. Do homem que vive na miséria, mesmo tendo a fartura a sua volta. Do homem que abandonou o céu por ser escuro e mergulhou fundo no inferno em busca da luz das chamas.

Saturno é o Titã destruidor que foi aprisionado pelos Olímpicos no Tártaro. Na Mitologia, se ele sair de lá, sua força destrói a vida na Terra. Nosso mundo hoje é marcado pela veneração excessiva de Saturno, a razão, e isso é extremamente perigoso.

Sim: a ciência curou várias doenças, mas criou milhares de outras. Ela democratizou o acesso à informação, mas tornou as pessoas fúteis e superficiais. Ela resolveu o problema da fome e do conforto, mas colocou toda vida do planeta em risco. Como um Titã, ela encerra grande poder e perigo. Ela é incontrolável e faminta por mais e mais.

Na mitologia, Saturno também é o cruel devorador dos próprios filhos. E isso é verdade.
Toda pessoa que é excessivamente racional é devorada pela própria razão da qual é filho. Sua vida perde o significado, ele perde a percepção de que está conectado a algo muito maior. Enfim: ele perde a própria alma.

É nesse sentido que uma pessoa muito racional tem mais facilidade para se tornar ateu. Sem contato com a espiritualidade, sem sensibilidade para perceber que existe muito mais que ele pode compreender e ainda, com uma viseira que o impede de enxergar além, não lhe resta mais nada além de concluir que Deus não exista.

 

4.2- Prática anterior de alguma fé sem poder místico

Muitas vezes quem se torna ateu não o faz porque antes se apegou excessivamente à razão. Pelo contrário, mas porque praticou alguma fé sem poder místico.

Se uma pessoa apresenta um nível de devoção alto dentro de qualquer fé institucionalizada, segue os ensinamentos, faz o que lhe indicam e, ainda assim, não sente nada de espiritual acontecendo em sua vida, eis aí um possível futuro ateu/agnóstico.

Atualmente, é muito comum as pessoas sentirem que a fé que seguem é vazia de poder espiritual. E não é para menos.


Charlatanismo: os charlatães são um dos responsáveis pelo crescimento do ateísmo e do agnosticismo. Esses picaretas atrapalham as pessoas a buscar a sabedoria.

Sem as técnicas oriundas da Cabalá, é impossível exercer qualquer atividade mística. Por isso que o Cristianismo em geral tem poder místico restrito. São Paulo, no início da era cristã, convenceu os seguidores da nova fé que todos os livros sobre a Cabalá Judaica deveriam ser queimados.

E para piorar: a Igreja Católica Apostólica de Roma foi criada pelo Imperador Romano Constantino por motivo político e não por uma necessidade espiritual.

O Islamismo também é outra fé criada por motivos políticos. Enfim: a espiritualidade não é o forte do Cristianismo, nem do Islamismo e isso fica evidente quando comparamos essas fés com outras.

Além disso, o Positivismo, “a religião da razão”, também se entranhou nas fés do ocidente, especialmente no cristianismo. Tornando-as ainda mais sem espiritualidade, agravando o problema.

Para piorar, no cristianismo há o pensamento de que os sacramentos são “Ex opere operato” que operam por si mesmos, independentemente da nobreza moral e da eficácia sacerdotal de seu agente.

Não é assim que as coisas funcionam: é preciso técnica. A técnica é dada em forma velada pela Torah. O poder para operar a técnica é dado pela Árvore da Vida cabalística. É preciso os dois.

Se um ardoroso praticante de qualquer fé começa a perceber que o mundo está vazio de espiritualidade, ele acaba tendendo a buscar uma fé que ofereça isso para ele, e, se não a encontrar, é provável que se torne um ateu/agnóstico.


Hipocrisia: o que mais há por aí são lobos em pele de cordeiro. Esses picaretas atrapalham a busca pela sabedoria.

Normalmente o fiel observa o que o sacerdote diz e o que faz. Por exemplo: o Sacerdote da fé dele diz que o fiel precisa ter um comportamento X ou Deus o punirá. Entretanto, o próprio sacerdote é um molestador de criancinhas ou um violador de mulheres casadas de sua Igreja.

Ora, o que esperar desse fiel a não ser que pense ser uma grande palhaçada tudo o que o sacerdote diz? O fiel, nesse caso, sente-se traído, enganado. E é muito comum que ele pense que Deus não exista e que tudo aquilo foi feito apenas para tirar proveito dele. E de fato, há muitos motivos para que ele pense assim.

As contradições religiosas, a hipocrisia das instituições e os sacerdotes aproveitadores são grandes causadores de desgoto nas pessoas que buscam a sabedoria com sinceridade. Um exemplo foi o Papa Júlio II. Para financiar suas guerras particulares e sua vaidade, vendia indulgências sem nenhum remorso de consciência. Atualmente temos várias seitas cristãs que exploram financeiramente seus fiéis vendendo lotes no céu e perdão dos pecados.

E não é só isso, ainda há o grave problema da violência sanguinária cometida em nome da fé. Por exemplo:

a ) A violência e intolerância dos cavaleiros cruzados na Idade Média contra judeus, mulçumanos e os próprios cristãos (o saque vergonhoso de Constantinopla);

b ) No séc. IX, clérigos assassinaram vários papas por força de venenos e pauladas para assumir o papado;

c ) julgamentos insanos como o do Papa Formoso pelo Papa Estevão VII. O Papa Formoso, que já estava morto, foi acusado em um tribunal e condenado. A pena: teve seus dedos cortados e seu corpo atirado no rio Tibre como punição! Sim, colheram depoimento de alguém morto e condenaram alguém já morto! (COLLINS, 2000, p. 95, 122, 124-126)

d ) a Inquisição: ela assassinou, queimou e perseguiu todos que a Igreja Católica quis em nome de Jesus Cristo. Mulheres foram perseguidas sob a desculpa de bruxaria, inclusive livres pensadores, comerciantes e Judeus. Foi uma verdadeira loucura. Só em Minas gerais durante o Séc. XVIII, 2613 pessoas foram condenadas pela Inquisição (FERNANDES, 2004, P. 114). Na europa, a situação era muito pior!

e ) Martinho Lutero, crítico da Igreja Católica e fundador do Protestantismo (os cristãos evangélicos). Ele escreveu um livro chamado “Sobre os Judeus e suas mentiras” que incentivava o assassinato de Judeus e o ódio contra judeus na Alemanha. Esse canalha, visto como um “libertador” por muitos, é um dos pais ideológicos do Nazismo que assassinou brutalmente 6 milhões de judeus no séc. XX.

f ) Radicalismo islâmico: atualmente milhares de pessoas são mortas todo mês por radicais islâmicos. Basta abrir qualquer jornal e ler as notícias internacionais. Certamente lá haverá um atentado com vários mortos cometidos por alguém em nome de Alá, o Clemente e Misericordioso.



Homens-bomba: eles matam em nome de Alá, o Clemente e Misericordiso. Surgiram durante a guerra do Irã e Iraque (1980-1988). Eles conseguem ferir pessoas a um raio de até 200 metros da explosão por causa dos pregos, bolinhas de ferro e pedaços de vidro que são adicionados junto a massa explosiva C-4.


Depois de tanta desgraça e trapaça cometidas em nome da fé, como culpar alguém por se tornar ateu ou agnóstico?
E para piorar, a busca pela sabedoria é dificultada pela imensa quantidade de picaretas que atrapalham o buscador a encontrá-la.

Portanto, a prática de uma fé sem poder místico, eivada de contradições, mentiras e hipocrisia pode levar o fiel a se tornar ateu/agnóstico ainda mais se o sacerdote for um picareta.

Quem está sinceramente interessado em buscar a sabedoria não tolera falsas instituições de fé. Por uma questão de princípios, ele prefere não acreditar em nada do que em uma mentira.

4.3- Desejo inconsciente de que o mundo seja o paraíso somado a uma noção equivocada de Deus

No seu íntimo, a pessoa nutre um desejo intenso de que a bondade seja universal. E também acredita, inconscientemente, que Deus seja alguém muito melhor do que ela.

Por causa disso, quando ela olha para o mundo e vê tanta opressão, ela simplesmente se revolta. Como ela recusa a existência do mal no mundo, ela também acredita ser impossível que Deus o aceite, já que ela pensa que Deus é alguém muito melhor que ela.

Ela pensa que se Deus existisse, ele não permitiria o mal no mundo, pois se ela quer o bem de todos e tudo, Deus deveria querer muito mais que ela.

Quando ela olha para o mundo e vê animais se devorando uns aos outros para sobreviver, catástrofes naturais e tantas doenças, ela não aceita que um Deus possa ter feito a vida assim. Na cabeça dela, isso é muito cruel para ser a obra de um Deus.



O mundo não é um faz de conta. Nele existe a vida e a morte. O bem o e o mal. Animais se devoram para sobreviver e porquinhos não constroem casas, nem cantam nas janelas.

Além disso, há o mal humano no mundo: trapaça, mentiras, golpes, enganações, guerras, conspirações e outros. E tudo leva a crer que o mais forte e o mais desonesto sempre está em vantagem sobre o honesto e o justo (especialmente no Brasil). Daí ela pensa: “se existisse um Deus, Ele jamais permitiria isso”.

Então, essa pessoa conclui que Deus não existe. E ela o faz porque, no fundo, ela deseja que o mundo seja o paraíso.

Mas o mundo não é o paraíso. O mundo é o lugar onde o mal pode existir e precisa existir para que a Grande Obra da Criação se realize. Qual obra? Nós. Se o mundo fosse o paraíso, jamais poderíamos ser livres. Não haveria escolha. Seria apenas o pão da vergonha. Não haveria nenhum mérito em nossas conquistas, pois nem mesmo haveria conquistas.

Quem conhece a Cabalá Judaica sabe que o mal no mundo é uma parte fundamental para nosso crescimento. O Rabino Yehuda Berg escreveu o livro “O Poder da Cabalá” que trata só desse assunto. Recomendo estudar o livro para quem quiser saber mais.
Em todo caso é bom frisar:

1) Não. Aqui não é o Paraíso.
2) Deus não é um Super-Homem. Nós somos limitados, mesmo se fôssemos Super. O Eterno não é limitado. Lembre-se do significado de Ain Soph Aur.

4.4- Aversão às autoridades e à existência de limites.


Anarquismo: seus adeptos não aceitam nenhuma forma de autoridade, nem de limites.

Algumas pessoas possuem aversão total a qualquer tipo de autoridade ou limites. Elas não aceitam a ideia de hierarquia e limitação e, por isso, acham absurdo restringir as suas ações em função dos outros.
Elas são rebeldes.

Tendem a desrespeitar o pai e a mãe porque eles são vistos como uma “primeira autoridade”. Elas também odeiam a polícia, o Estado, qualquer tipo de sacerdócio ou chefia. Enfim: são contra tudo e todos que possam exercer qualquer influência sobre elas.

Elas também não aceitam a Natureza porque tudo nela é limitado e segue uma ordem. Dessa maneira, elas buscam desafiá-la o tempo todo porque vêm nela uma imposição de limites a sua liberdade. Limites que elas não aceitam de nenhuma maneira, mesmo se for para o próprio benefício delas.

Como o Eterno é a Autoridade Máxima de todo existente, eles se rebelam contra Ele pelo mesmo motivo: não aceitam nenhum tipo de autoridade ou limite. É a expressão máxima do anarquismo.

5- Fonte / Bibliografia

MARQUES. Sebastião Fabiano Pinto. Causas do Ateísmo (2012). Disponível em: . Acesso em 26/11/2012. (MARQUES, 2012)

Referências
COLLINS, Padre Michael, PRICE, Pastor Mathew A. História do Cristianismo. São Paulo: Loyola, 2000.
FERNANDES, Neusa. A Inquisição em Minas Gerais no Século XVIII. 2.ed. Rio de Janeiro: UERJ, 2004.

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#2 Re: Causas do Ateísmo em 22/8/2014, 10:00 pm

Everland

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acho incrível como algumas pessoas conseguem ter a cara de pal de dizer que ateístas tem apego a rasão

esse computador que vc está usando é um fruto da ciência assim como suas roupas e sua comida, não é apego a ciência é simplesmente falta de ignorância cientifica, depois que você aprende mais sobre como esse mundo funciona e o quanto exata e absolutamente correta a ciência é você perceber que alguma coisa simplesmente não existem


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espelho espelho meu existe membro mais hiperativo do que eu?


louco eu? não louco é alguém que enxerga a realidade diferente de como ela é, eu mudo a realidade com a minha vontade por tanto não sou um louco sou um deus


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#3 Re: Causas do Ateísmo em 23/8/2014, 10:25 pm

Jeron Samez

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Quando eu li o titulo "Causas do Ateísmo" eu logo pensei "A razão", mas isso é muito mais complexo que isso para ser sincero eu já perdi a conta de quantas vezes mudei de ideia sobre isso, a unica coisa que eu penso é "Se realmente existir algum tipo de deus com certeza sera totalmente diferente do que nos imaginamos."


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Eu quero que todos que eu encontre se lembrem de mim, porque dentro da memoria das pessoas, eu posso viver para sempre.


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#4 Re: Causas do Ateísmo em 25/8/2014, 2:26 pm

Haruko-hara

Usuário Nível 6
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Admiro sua capacidade de pesquisa Zack, isso favorece bastante a discussão.

Para mim, o judaísmo, assim como todas as ideias antigas de vivência de "fé" se encaixam no conceito de  religião. A Torah, nada mais é que uma Bíblia, no meu ponto de vista, os adeptos tentam viver em busca de estarem em 'comunhão'com algo que vai além do entendimento e que acreditam ser o fim certo e o presente viável para um futuro em paz e um realidade mais "digna". Leia a Bíblia de cabo a rabo que pode ampliar ainda mais sua mente. (digo ler mesmo, como se ler um livro de pesquisa)
Para mim o ateísmo é mais uma forma de crer que de um jeito ou outro liga ao Incompreensível Deus; uma crença de não crer, que busca em vão provar a inexistência de Deus e, vejo que uma de suas causas é a frustração frente a expectativas; 'o ver para crer'. Com o risco egoísta de encontrar mil razões para não crer ser possível.
É por isso que ainda sou mais adepta ao silêncio de pessoas que se dizem ateias...As que conheço mais abertas se dizem agnósticas (não fechadas à conclusão do não crer, mas abertas às descobertas). Se não crer, então não precisa ficar gritando ou tentando provar ao contrário da inexistência de Deus, antes de tudo se vive uma vida com os pés no chão, com sentido de vida, esse sim pra mim é muito mais digno. Seguir uma religião não é querer que todos sigam o mesmo, é ser, por uma causa mais "justa".

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#5 Re: Causas do Ateísmo em 25/8/2014, 5:59 pm

Everland

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para mim  isso é só uma versão de "religião não se discuti", não é uma questão de crer depois que você aprende mais sobre física matemática e como esse mundo funciona vc começa a ver o quão sem sentido a ideia de um deus é, vc diz que ateísmo é causado pela aversão a autoridade bem eu te dico que religião é causada pelo medo de independência pelo medo da realidade e pelo medo de uma morte absoluta


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#6 Re: Causas do Ateísmo em 25/8/2014, 8:07 pm

Haruko-hara

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Neste aspecto eu concordo com vc Ever, mas tenho uma pergunta: o que para você, é uma morte absoluta?

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#7 Re: Causas do Ateísmo em 25/8/2014, 8:53 pm

Everland

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Haruko-hara escreveu:Neste aspecto eu concordo com vc Ever, mas tenho uma pergunta: o que para você, é uma morte absoluta?
fim final acabou em vida apos a morte sem encarnação sem mais nada fim permannete e absoluto morre acabou não sente mais nada


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#8 Re: Causas do Ateísmo em 27/8/2014, 12:15 pm

Haruko-hara

Usuário Nível 6
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Por acaso, vc gosta de fazer caça-palavras?!!^^. Enfim, morte absoluta quase esclarecida...

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#9 Re: Causas do Ateísmo em 27/8/2014, 2:06 pm

Everland

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Haruko-hara escreveu:Por acaso, vc gosta de fazer caça-palavras?!!^^. Enfim, morte absoluta quase esclarecida...
morte absoluta é o contrario de vida apos a morte


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