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Nova Domum - CAP. 02

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#1 Nova Domum - CAP. 02 em 27/12/2012, 10:17 pm

GPimpão

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CAPÍTULO 2

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Qual a razão disso tudo? Por que estou aqui, afinal? Nasci aqui, em Nova Domum, não na Terra, mas mesmo sim acreditei ser um humano comum. Sou humano. Tenho rosto humano, sentimentos humanos, então eu sou um... certo?

Fitei os profundos olhos azuis de Maguire. Identifiquei a dor neles. Mas pela sua reação, a dor estava em mim. Fiquei boquiaberto. Pisquei os olhos algumas vezes. Agora tudo fazia sentido... As marcas. Essa pode ser a explicação... Mas isso ainda era algo a se estudar. Os nativos não tem cor laranja, amarela ou vermelha. São morenos, de pele aveludada, altos, de cabelos compridos. Seus rostos não diferem muito dos nossos, mas suas feições são duras – maçãs do rosto protuberantes, nariz grosso e orelhas pontudas. Mesmo que, como nos humanos, os rostos se difiram, o que sempre é igual são seus grandes olhos... laranjas. Assim como o laranja de meu corpo. Começo a acreditar um pouco mais em Henry, e senti que meu mundo inteiro desabou. Não sou um homem. Sou um menino, que nem conhece a si mesmo. Senti meus olhos marejados, mas eu não vou chorar.

- Isso é mentira – falei, com a minha habitual calma e racionalidade. - Eu sou um humano! Está vendo algo deles em mim? - disse abrindo os braços. - Não há como provar...

- Tire a luva – ele respondeu, com a voz um pouco abafada devido a máscara.

- Para quê?

- Tire a luva, soldado Sunders – havia mais dureza do que nunca na sua voz. - Isso é uma ordem.

- Qual autoridade você tem sobre mim? - questionei sem levantar a voz. - Você não é meu sargento, nem meu general.

- Por que reluta tanto em retirar a luva...? - ele me desafiou e tocou em um ponto em que não fui cuidadoso.

Eu não posso tirar essa luva. Antes eu não sabia por quê, mas agora sei. Se eles verem, irão me executar. Alguém viu e eu preciso descobrir quem. Seja lá quem for, não confia em mim por essa possibilidade. Mas agora já não há mais como... Eles já sabem, não adianta fugir. Tirei a luva esquerda.

- É isso o que queria ver? - falei.

- Essa é a nossa prova...

- Não. Vocês não sabem o que isto é. Pode ser qualquer coisa.

- Soldado Sunders, nós analisamos sua marca no laboratório. Elas são compatíveis com DNA kanaaru.

Olhei para o nada. Impossível... ninguém jamais tocou nessas manchas, nem mesmo meu pai. Ficava bem agasalhado o tempo inteiro... Por 7 anos domunianos, ninguém as viu. A não ser que...

- General Sunders? - perguntei. Querendo ou não, isso é pele, e como estou sempre de luvas, é provável que tenha ficado pele morta nela ou qualquer outra roupa. Suor também. Maguire afirmou com a cabeça.

Como isso pôde acontecer comigo? Em um minuto, eu era apenas mais um soldado seguindo ordens, no outro, um traidor que – ironicamente – foi traído. Mas eu nunca imaginei que quem me trairia seria meu próprio pai... Eu vou morrer, mas quem morreu por dentro foi ele. Eu só queria saber porquê. Ele me criou sozinho, era um ótimo pai, me deu tudo o que eu precisava. Eu era feliz com ele, e agora ele fez isso? Ela era a pessoa em que eu mais confiava...

Eu fui derrotado sem ao menos ter uma chance de lutar. É por isso que estes militares são os melhores – te dão cheque mate sem te dar a chance de mover um peão.

- Me desculpe, garoto – Henry disse. - Mas não sou eu que dito as ordens.

Olhei para ele e vi a sua destra se direcionando a sua pistola USP no cinto. Senti a adrenalina em minhas veias, meu coração pulando no peito. Era chegada a hora da minha morte. Todos sonhamos com uma morte honrosa, em batalha, servindo a aquele que você é fiel, não em uma execução por ter outro sangue... Dizem que nos segundos que antecedem sua morte, a vida passa diante dos seus olhos. Mas não aconteceu comigo, porque eu não vou morrer.

Sem pensar, levei a destra ao punhal em minha bota direita. Agarrei o cabo como se eu agarrasse a minha vida. Retirei-a da bota e enfiei a lâmina nas costelas de Henry, que com o susto, disparou o tiro no chão.

Tudo aconteceu muito rápido. O corpo do soldado ficou pesado, que caiu sobre mim. Ele tentava encontrar um pouco de ar, mas não conseguia, pois o punhal atingiu seu pulmão. Na fogueira, os outros ficaram agitados. Não conseguiam ver o que ocorria aqui devido a noite que já estava extremamente próxima. Eu tinha que fugir. Ao pé do ouvido dele, abalado, sussurrei a últimas palavras que ele ouvirá na vida.

- Sinto muito, Henry.

Retirei o punhal e senti minha mão nua ser banhada em sangue. Me desvencilhei de Henry, que caiu no chão, morto. Fechei seus olhos, tendo o mínimo de respeito. “Soldado Maguire?”, os outros chamaram, e eu corri.

Já estava escuro e eu não enxergava nada. Só escutei pragas atrás de mim e vi os flashes das lanternas passando a minha frente. Pelo menos tinham 5 soldados me perseguindo agora. Arbustos batiam no meu rosto constantemente e eu estava perdendo o equilíbrio fácil demais. A luz das luas conseguiam passar por entre as árvores, mas não era o suficiente. Se antes eu sentia frio, agora tudo o que eu queria era arrancar todas aquelas roupas de mim. Ouvi tiros, que acertavam as árvores ao meu lado ou atrás de mim. Passei a correr agachado. O que eu estou fazendo? Não vou conseguir, são 5 caras armados e com lanternas contra um que só tem um punhal em mãos. Nem mesmo estou com o colete a prova de balas. Sempre achei eles inúteis para as expedições, uma vez que os nativos não tinham armas de fogo, mas agora eu percebo que de vez em quando eles vem a calhar.

Comecei a escutar o barulho do rio que encontramos um pouco mais cedo. Meu deus, quanto eu já corri? Só sei que eu já não aguentava mais. Segui o barulho do rio, para continuar a fugir pelo meio dele e não ser encontrado por rastros, cheiro ou som. Quando vi, cheguei em um barranco, em uma descida íngreme de uns 20 metros até a água. Eu não tinha tempo de descer aquilo sem o perigo de torcer um tornozelo. Já não tinham mais muitas árvores nessa parte, o que possibilitava que eu enxergasse melhor – mas também, ficava mais vulnerável aos soldados. Decidi seguir este caminho, junto com o barranco. Uma hora ele teria que acabar e me levar de um jeito mais seguro ao rio.

Os tiros vieram em minha direção, acertando meu braço esquerdo. Gritei de dor, mas não parei de correr. Eu não podia parar de correr. Desisti do barranco e corri para dentro da floresta mais uma vez. Tropecei na raiz de uma das árvores e caí com o rosto no chão. O ferimento doía muito. Minha carne estava em chamas. Meu macacão estava banhado tanto quanto meu sangue quanto o de Henry. Eu queria apenas ficar ali, deitado. Queria desistir. Mas eu levantei – ou pelo menos tentei. Tentei içar meu corpo com meus dois braços, mas a bala em meu bíceps impossibilitou. Caí novamente. A terra grudou em meu suor e sangue. Tenho que tentar de novo. Matei Henry porque eu queria uma chance, e não vou desistir. Matei ele para continuar vivo, não para morrer porque eu desisti. Se eu fosse mesmo fazer isso, teria deixado ele atirar em mim. Me levantei somente com a destra – que também segurava o punhal. Corri novamente, mas já não dava mais para fugir, pois o tempo gasto no chão foi o suficiente para eles me alcançarem. Me joguei atrás de um arbusto e fiquei quieto, só olhando por entre as folhas.

- Tem sangue dele aqui, ele veio por aqui! Vamos, vamos! - gritou um deles.

Eles passaram na minha frente como raios. Olhei para o lado e vi 4 lanternas balançando ao longe. Já devem ter passado todos. Me levantei, com a mão no braço e gemendo, mas com o rosto virado sempre para as lanternas, para ter certeza de que eles não voltariam. Mas então, senti uma pancada na minha nuca. Apaguei.

Vi eu e o meu pai em um jardim, dentro da província USA. Eu, pequeno, aparentando uns 6 anos terrestres, e meu pai um pouco mais novo do que agora, com uns 30. Era estranho ver ele com um cabelo de cor. Ele tinha cabelos castanhos, assim como os meus, e olhos de mesma cor – mas os meus são castanhos mais claros. Não estava usando seu terno azul de general, suas incontáveis medalhas e nem seu quepe, apenas um macacão verde camuflado, como os que eu uso nos treinamentos. Já eu, estava enfiado em casacos, luvas e cachecóis, e sem óculos – só comecei a usá-los por volta dos 15 anos terrestres. Eu colhia flores alegremente, e dizia que eu as estava colhendo para a mamãe, para quando ela voltasse. Meu pai sorriu, triste em ouvir aquilo. Então apareceu ela. A mamãe. Morena, alta, cabelos compridos, e orelhas pontudas. Uma kainaaru. Assustado, abri os olhos, acordando desse pesadelo. Mas acontece que, ao abrir os olhos, caí em um pesadelo muito pior.

Minha visão estava turva. O mundo girando. Minha cabeça estava doendo devido a pancada, mas não tanto quanto o meu braço, que ardia com a bala dentro dele. Puxei as mãos, meio grogue, tentando levá-la à cabeça, mas não consegui. Elas estavam amarradas. Eu estava de joelhos em um clarão. Ainda estava de noite e, aos poucos as luzes lunares enchiam os meus olhos. Alguém se agachou na minha frente.

- Acorde – falou, dando tapinhas na cara. - Acorde, Soldado Sunders.

Pisquei forte, gemendo, e finalmente a visão se firmou e fitei ele e mais 4 soldados. Meus carrascos que há algum tempo atrás eram meu amigos. Encarei a face de cada um deles. Eu sabia que eles não queriam fazer isso, apenas estavam seguindo ordens. É isso que soldados fazem, seguem ordens. Mas eu não sou mais um soldado. Sigo minhas próprias ordens.

Outro soldado andou até mim. Ficou a uns uns 3 metros de distância, segurando sua arma, mas sem apontá-la para mim.

- Erick Sunders – ele começou -, condenado de morte. Acusações: sangue bastardo e assassinato de um oficial. Algo a dizer em sua defesa?

Fiquei quieto, apenas abaixei a cabeça. Eu tentei, mas não foi possível. Tirei a vida de um homem para salvar a minha, mas nem assim... Levantei a cabeça novamente. Morrerei como um homem. Aceitarei minha derrota. Mas algo atrás dos soldados me chamou a atenção. Um arbusto se moveu, e não foi mera ação do vento – já que este não se fazia presente esta noite. Naquela escuridão, identifiquei dois pontos amarelos brilhosos. Havia um predador a espreita... Talvez tenha sido atraído pelo sangue. Pelo meu sangue.

- Apontar... - começou o soldado. Todos os cinco apontaram suas armas para mim, mas eu fiquei apenas encarando aqueles pontinhos amarelos.

Logo o predador saiu da mata. Ele era enorme, negro e peludo. Mas era magro. Suas pernas eram longas, e na articulação destas, o pelo acabava. Sua cauda com pelos somente na ponta era longa e forte. Seu crânio era imenso, e seus beiços logo revelaram algumas fileiras de dentes pontiagudos. Ele vinha lento, com as pernas flexionadas e suas grandes orelhas peladas abaixadas. Um q'othor. Então ele começou a correr na nossa direção. Me mantive inexpressivo. Era incrível como ele era silencioso, não fazia nenhum ruído. Só fez algum barulho quando ele pulou, rugindo altíssimo.

O q'othor interrompeu o soldado bem no meio da palavra “preparar”. Ele abocanhou um deles, que não teve nem chance de resistir. Não fazia ideia da fera que estava atrás dele... Ao ser mordido, apertou o gatilho de sua arma, que começou a disparar para o lado, derrubando um companheiro – mas não matando. Todos os outros 3 soldados de pé viraram-se para disparar na fera. O q'othor pulou em cima deles, tirando-os do caminho. E eu? Levantei e corri para a floresta, com as mãos atadas nas costas. Eles nem me viram. De longe eu só escutava os tiros e os rugidos. Se alguém notou minha ausência, nem deve ter se importado, devido ao problema que enfrentavam.

Corri o mais rápido que podia novamente. Meu braço doía horrores, em carne viva. Eu podia sentir o projétil dentro de mim. Soltei alguns gemidos e gritos durante a minha corrida. Então comecei a escutar o rio novamente. Eu podia seguir o barranco e encontrar a saída, como eu queria antes. Prossegui com esse plano, quando, novamente, me acertaram na cabeça – quebrando o vidro da mina máscara - e eu desmaiei.

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E ai, o q acharam? Lembrando que se você não entendeu algo no parágrafo final (tipo, quem diabos apagou o Erick) é pq a resposta está no próximo capítulo. Posto mais se vocês curtirem/pedirem ^^

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#2 Re: Nova Domum - CAP. 02 em 28/12/2012, 8:45 am

konor

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Ja que avaliei o cap 1 vou avaliar o 2 tambem,vim aqui so pra avisar ^^ vou esperrar uns 4 comentarios ai avalio


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#3 Re: Nova Domum - CAP. 02 em 29/12/2012, 2:48 pm

Juanito

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WOLLLLLLLLL massa

Spoiler:
agora eu acho q 1 kainaaru acertou ele ;D

q paia o pai dele x9 ele =X + aposto q ele teve um motivo pra isso Oo

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#4 Re: Nova Domum - CAP. 02 em 29/12/2012, 3:00 pm

GPimpão

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Sempre tem um motivo, jovem Padawan xD

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#5 Re: Nova Domum - CAP. 02 em 31/12/2012, 6:05 am

konor

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faltou algumas separasoes de pontuasao nao da para entender algumas vezes se ele esta dizendo ou pensando.
B pois esse erro se repetiu muito


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#6 Re: Nova Domum - CAP. 02 em 2/1/2013, 2:26 pm

GPimpão

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Nham, ta bom. Vou postar mais ^^

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