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Summitown

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#1 Summitown em 2/1/2013, 9:24 pm

Dariks

Usuário Nível 6
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Summitown

Prólogo:

Uma risada carregada de terror ecoa pelas paredes da construção. A risada se mistura com o estrondo dos trovões, que anunciam a forte chuva que umedece aquela noite iluminada apenas pelos relâmpagos.

A origem da gargalhada está sentada em uma poltrona em frente a uma janela. A sombra oculta seu rosto. Mas dois brilhos brotam todos os uns de seus olhos. Ao se encontrarem após percorrer toda a face do tal, cessa-se a gargalhada. E ao se cessar a gargalhada, palavras carregadas de frustração são pronunciadas.

- Eu falhei.


Capítulo I:


Fact 1: Muro



... Atualmente

Em uma sala de aula um professor está a explicar sobre certo assunto.

- E então o Muro foi erguido, para manter-nos protegidos do que há lá fora. – diz o tal professor, segurando um livro e uma caneta, nas mãos, na frente de toda a turma. – Alguma pergunta? – diz ele por final.

Uma mão, de um garoto de idade aproximada aos 17, levanta-se. O garoto tinha cabelos castanhos e desarrumados, a próprio estilo. Usava um óculos à frente de seus olhos.

- Diga qual a sua pergunta, é... – o professor olha verifica o nome do garoto – Adler?

O tal se Levanta.

- Sim. Senhor Strebush, desde pequenos ouvimos contos de que havia monstros fora dos muros, um vírus, mas o que há realmente fora dos muros? Depois de tanto tempo, que ele foi erguido, por que ninguém ousou olhar se a situação lá de fora não tinha melhorado? – diz Adler, terminando a pergunta ajeitando os óculos.

Começa uma falação entre os alunos da sala, e o professor a interrompe pigarreando.

- Creio que eu não seja a pessoa correta para falar sobre o que há fora dos muros. Quando nasci os muros já haviam sido levantados, sei tanto quanto você sabe... – responde o professor.
- ...
- Por que você não pergunta para o seu avô? Ele é um dos homens mais velhos de toda a cidade, tendo já seus 118 anos...
- 120 – interrompe Adler, corrigindo.
- Certo. 120 anos. Ele já era nascido quando tudo aconteceu, ele provavelmente te explicaria melhor, sobre...
- Meu avo?... – diz Adler, baixo – Como não pensei nisso?

O sino do colégio anuncia o horário da saída.
Adler está sentado no banco do trem, à caminho de casa.

- Essa história de que o muro nos protege de algo que acontece lá fora é muito estranha... – Pensa ele enquanto observa as árvores ficando para trás - Meu avô provavelmente saberá de algo...

Uma garota de cabelos ruivos se aproxima dele.

- Ei, vai ficar aí recluso?
- Estou pensando em umas coisas
- Você não deveria pensar tanto. Não faz bem à saúde mental.

Ele ri.
A garota pega o braço dele.

- Venha logo, junte-se a gente!
- Não, Mith, não quero...
- Ven

Mith é interrompida por uma brusca freada no trem, que a faz cair ao chão. Adler se levanta para ajuda-la.

- Está tudo bem, Mith?
- Sim... Não me machuco tão facilmente... Mas, o que foi isso?

“Por favor, mantenham-se dentro de seus vagões. Ocorreu um problema técnico, mas já será resolvido. Aguardem alguns minutos.” Foi o que a voz no autofalante disse.

- Ei, abre isso! Eu vou me atrasar! – grita alguém

E daí começa as pessoas reclamarem para que as portas dos vagões se abram.

- O que está havendo? Por que essas pessoas não sentam e esperam? – diz Mith se sentando e limpando sua saia escolar.

Adler, em pé, observa atentamente o lado de fora da janela. Quando vê algo.

- Mith, olhe!
- O que...?

Alguns homens com roupas grandes e amarelas passam

- O que o Órgão de Controle está fazendo aqui? Eles só aparecem em situações extremas, como tentativas de saída ou entrada de algo, nos muros... – diz Adler

- Então isso quer dizer que... –diz Mith quando é interrompida pela gritaria da multidão tentando abrir as portas do vagão, a força.

Adler observa um garoto que fotografa a situação, e logo entra no meio da multidão.

- Esse Reynard não cansa de fotografar tudo, até mesmo nessa situação?... – pensa Adel consigo.

“Por favor, mantenham-se calmos, dentro dos vagões” diz a voz no autofalante, porém todos a ignoram.

Eles conseguem abrir uma parte de uma das portas, e alguns dos homens com roupas amarelas tentam intervir a saída. A porta é aberta mais pela multidão que luta contra a intervenção dos agentes da O.C.
Então o garoto que antes fotografava consegue achar uma brecha e escapa. Os agentes empurram as pessoas para dentro e lacram as portas.

- Olha, alguém escapou! – diz Mith.

Reynard corre, fotografando tudo. Desvia de alguns dos agentes, até que chega a um local, que seria em frente ao trem. Ele para e seus olhos arregalam. Ele fica parado olhando para algo ali.
Então ele levanta lentamente sua máquina fotográfica e leva seu dedo até o botão, para efetuar a ação fotográfica. Quando um dos agentes pula em cima dele o derrubando. Mas antes, um flash é disparado da máquina de Reynard. Quando eles se chocam ao chão, a máquina rola e acaba se ocultando entre alguns matos.
Reynard é rendido e levado até um carro. Antes de entrar no carro, ele olha para a janela onde Adler está o observando.

- O que vai acontecer com ele, Adler? – pergunta, Mith, que observa o acontecido logo ao lado de Adler.
- Não sei...

O trem volta a andar. Todos se sentam agora já calmos. E Adler entrelaçado em seus pensamentos.

...

Adler chega em casa, o céu já está escuro e com poucas estrelas visíveis. Ele se dirige à cozinha, e sua mãe está a fatiar legumes. Ele põe a bolsa sobre a mesa.

- Mãe... – diz Adler, abrindo a geladeira e tirando uma maçã.
- Oi, filho! Vai querer o quê de jantar? – pergunta sua mãe
- Pode preparar qualquer coisa, não estou com muita fome – diz e morde a maçã.

Ele se dirige para sair de casa novamente.

- Ei, aonde vai?
- Na casa do vô. – diz ele mascando a maçã
- Vai fazer o que lá? Você raramente fala com ele...
- Tenho umas perguntas do colégio a fazer... – e dá outra mordida na maçã.
- Pelo menos fale com seu pai!
- Ele está em casa?

Ela acenou com a cabeça, que sim.
Adler se dirigiu à sala e encontrou o pai que lia o jornal e mantinha a televisão ligada.

“As crianças colaram no muro cartazes com ilustrações feitas por elas, nas quais mostram o quão importante é o muro para todos” diz jornalista na tv.

- Ehr... Pai... – diz Adler
- Adler... Como vai no colégio? – diz o pai baixando o jornal.
- Bem... E você? Como vai lá na O.C.?
- Como sempre...
- Uhm... Vou lá na casa do vô.
- Ah... – o Pai se levante e dirige-se até uma estante da sala.
-?
- Aqui! – o pai lança um objeto para Adler – Entregue isso à ele
O objeto era uma peça, um peão de Xadrez.
- Ok...

Adler sai de sua casa e monta na sua bicicleta. Começa a pedalar ao longo da rua.

- Será que meu avô sabe sobre o real motivo do muro?... Do que realmente ele nos protege?... – pensa Adler.

Ele chega a uma casinha de madeira, perto de um lago. Contorna a casa, e bate na porta na parte de trás dela.

- Quem é? – ouve-se uma voz de dentro da casa.
- Eu, vô, o Adler.

A porta faz um barulho de destrancada.

- Pode entrar agora. – diz o Avô

Adler se dirige até a sala, onde o avô está sentado em frente a um tabuleiro de Xadrez, observando as chamas da lareira, a única fonte de luminosidade do local.

- O que te trás aqui, Adler? – pergunta o avô se virando para o neto.
- Vim trazer uma peça de Xadrez que meu pai pediu... – Adler entrega o peão à seu avô
- Obrigado.
- E...
- “E”?
- Queria te fazer umas perguntas.
- Claro, pergunte-me o que quiseres, que te responderei com base no que sei.
- É sobre o Muro.

Tem-se uns segundos de silêncio. O Avô olha sério para Alder. Logo relaxa a expressão.

- Sente aí, em troca das respostas quero que jogue uma partida comigo... – diz o Avô por final.

Adler se senta na cadeira do lado oposto ao do Avô.
Ele mexe a primeira peça, um cavalo.

- Quantos anos o senhor tinha quando o Muro foi levantado?
- Uhm... Uns 7 anos...
- Qual foi o motivo por eles terem criado esse muro? Não diga que foi por causa de monstros mesmo...
- Eu... – O avô mexe uma peça – Lembro-me de muito pouco do passado... Mais exatamente no período do levantamento do Muro, é como se tivessem aberto buracos em minha memória...
- ...
- Lembro que tudo começou quando um raio luminoso partiu de algum lugar da cidade até o céu, em direção à Lua. – Algumas imagens em flash, voltam à mente do Avô - E então o céu devolveu o raio, que não atingiu o chão. Ele chegou a certa altura e... – o Avô gesticula, fazendo um formato de semicírculo – Era como se ele estivesse envolvendo toda a cidade, e formando um tipo de cúpula luminosa, e logo aquela luz desapareceu.

Adler fica meio surpreso.

- E depois disso não me lembro o que aconteceu... Lembro que não foi algo muito bom... – continua o avô
- ... Soube que toda essa área que agora é considerada uma única cidade, era, antes, diversas cidades...
- Cheque.

Adler captura o bispo do avô com sua torre.

- Me lembro de que na televisão passou uma reportagem. Dizia que metade do país tinha sido afetada, e com o levantamento do Muro, tudo se tornou uma coisa só.
- Cheque.
- Summitown.

O avô move o rei.

- Agora entendo... “Summit”, cúpula. “Town”, cidade. “Summitown”, “Cidade da Cúpula”, algo assim… - diz Adler.
- Cheque
- Vô, o senhor não acha estranho só ter perdido a memória no período do levantamento do Muro?
- Sim... Eu me lembro vagamente de algo muito estranho.
- ...
- Uma sala branca. Muitas pessoas. Então um sinal alto é soado e então uma luz forte toma toda minha visão...

O Avô põe a mão sobre a cabeça.

- Está tudo bem vô?
-Sim.
- Cheque Mate!
- O que?!...
- Acho que isso é o máximo que o senhor pode me responder, certo?
- Sim.

Adler se levanta para se retirar.

- Não se envolva muito com os assuntos do Muro... Pro seu bem. – diz o avô, quando Adler abriu a porta para sair.
- Eu sei me cuidar. Vou ficar bem.
- Então seja forte, porque você ficará sabendo de coisas que qualquer um pagaria para não saber.
- ... Obrigado, vô.
- Ainda quero minha revanche, hein.

Adler sorri, e seu avô também.
Pedalando de volta para casa, Adler pensa sobre as palavras de seu avô.

“Você ficará sabendo de coisas que qualquer um pagaria para não saber.”

- Agora que tenho certeza que há algo de errado por trás do Muro não posso mais voltar atrás.

Adler segue seu caminho em direção à esse mistério que reside os muros de Summitown.

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#2 Re: Summitown em 2/1/2013, 11:22 pm

Rithi

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Só li o prólogo, quando tiver tempo leio tudo.
Me interessei pelo prólogo entao tenha certeza que comentarei com mais clareza. Aguarde...


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ZANGETSU!

Hey, vejam meus roteiros:

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#3 Re: Summitown em 3/1/2013, 8:30 am

Fujiko

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man,num to com tempo de comentar quase nada,também li o prologo que pra ler suas historias demoro mais ou menos meia hora,talvez mais tarde leia a historia.
vai ser bem loko '_'


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#4 Re: Summitown em 3/1/2013, 12:38 pm

Dariks

Usuário Nível 6
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Ok, pessoal. É que o sendo o primeiro capítulo eu tentei deixar mais completinho, e até cortei uma parte deixando pro segundo... Prometo fazer menos nos próximos. Cool

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#5 Re: Summitown em 3/1/2013, 9:02 pm

konor

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Pow podexa que esse seu roteiro eu avalio,so vo esperrar ele chegar a um one-shot ou ao 5 capitulo,amanha volto para dar minha opiniao direito


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#6 Re: Summitown em 4/1/2013, 6:30 pm

Raku Ichijou

Usuário Nível 7
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Bom, eu já li tudo, vi um ar de mistério alto, e quero muito saber o que há além do muro. Bom, tem problema se eu avaliar, Dante ?


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#7 Re: Summitown em 4/1/2013, 10:28 pm

konor

Administrador
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fique a vontade ^^ so deixe uns roteiros pra mim avaliar e nao perder meu cargo


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#8 Re: Summitown em 6/1/2013, 9:21 am

Raku Ichijou

Usuário Nível 7
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Okokok, Hahaha.
Bom, vejo que faltou na sua história algumas características físicas do personagem, o que é bastante necessário para dar uma base na imaginação do leitor, fora isso, não consigo identificar muitos erros, a história está bem desenvolvida e há um ar de mistério que me envolveu durante toda a leitura, por isso te darei um A , se você continuar a história, sempre tentando melhorar ela, talvez você ganhe um S.


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#9 Re: Summitown em 6/1/2013, 2:01 pm

Dariks

Usuário Nível 6
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Vlw pela nota Very Happy

É, eu mesmo não formei ainda a imagem física completa dos personagens, aí acabei deixando isso meio incompleto... Vou tentar aprofundar tanto a personalidade quanto a física deles. E pode deixar que eu vou me esforçar pra melhorar cada vez mais a história. Cool

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#10 Re: Summitown em 8/1/2013, 2:03 pm

BarãoVermelho

Administrador
Administrador

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Droga...
Era para eu ter comentado aqui faz um tempão, só que quando eu estava lendo um elemento entrou no meu quarto, interrompeu a minha leitura,depois de alguns minutos fui desenhar.Passando algumas horas no desenho fiquei com preguiça de voltar a ler...deixei para outro dia.
Agora estou eu aqui


Chega disso...
Vamos falar do roteiro
Ótimo roteiro , me surpreendeu denovo, achei esse melhor até do que o Last Email, e aquele outro One-Shot ( Não me lembro o nome agora , mais era da pessoa que ficava em coma e recebia outra chance para viver... alguma coisa parecida )
Ficou muito bom, Nota (A) atribuida pelo Lucca bem merecida, Parabéns

E POSTA O SEGUNDO CAPÍTULO LOGO


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Olho por olho e o mundo terminará cego
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#11 Re: Summitown em 8/1/2013, 2:34 pm

Dariks

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Domo Barão Very Happy

Descobri que tenho facilidade pra fazer mistério Like a Star @ heaven Pode deixar, só to esperando minha preguiça irar um dia de folga pra eu escrever o capítulo 2 bounce

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#12 Re: Summitown em 9/1/2013, 9:58 am

Fujiko

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nossa man,seu pai é um detetive por acaso?pq vc nasceu pra fazer mistérios,tudo muito bem planejado Cool mudei de ideia,pode deixar mais longo ainda o cap 2
pq agr a legal ^^ ta ficando extremamente seria nessa historia,o muro,o bagui ta escroto,pegaram o maluko fotografando pq ele viu o bagui no trem ou so pq ele fugiu??


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#13 Re: Summitown em 9/1/2013, 11:38 am

Dariks

Usuário Nível 6
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É por que eu sou o Kira rizada mentira Sad

Muitos arigatos, cara Cool Vou provavelmente escrever o capítulo 2 ainda hoje co se eu conseguir vencer a preguiça Mad

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#14 Re: Summitown em 9/1/2013, 5:17 pm

Fujiko

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vc é um prodígio dos mistérios,a preguiça não afeta vc

poste logo o segundo cap.


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#15 Re: Summitown em 9/1/2013, 7:29 pm

Dariks

Usuário Nível 6
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Ae, mais um capítulo. Escrevi ele hoje e tentei não alongá-lo demais Very Happy

Capítulo II:


Fact 2: Objeto Chave



Fact 2: Objeto-chave

Um lápis de cor vermelho a rabiscar algo no papel. Adler, quando criança, está segurando esse lápis. Sua professora conversa com sua mãe na porta da sala de aula.

- Ele não para de fazer perguntas sobre o muro... – diz a professora olhando Adler da porta
- É a mesma coisa em casa... Mas isso é normal para as crianças dessa idade não é? As crianças nessa idade são muito curiosas, não são? – pergunta a mãe, um pouco apreensiva.
- Sim, mas Adler está acima dos padrões. Ele simplesmente não aceita o que os livros dizem. Encontra furos na história, coisas mal explicadas, que nem eu já adulta tinha percebido... A curiosidade dele é um pouco exagerada pra pouca idade que tem.
- E isso é um problema?
- Não será mais se a senhora permitir que ele tenha uma cessão com a nossa psicóloga... Ela já cuidou de muitos casos como os de seu filho.

A mãe olha para Adler. Adler se vira para ela e dá um sorriso e logo volta à sua atividade com o lápis e papel.

- Pelo bem do meu filho... – pensa ela – Tudo bem, eu permito. – diz ela à professora.

...

Adler, ainda criança entra em uma sala muito branca. Uma mulher se abaixa e entrega um pirulito a ele.

- Oi, Adler. Vamos começar com a brincadeira?
-... – Adler hesita um pouco – Cadê a mamãe?
- Ela já vem. Venha cá e sente-se nessa cadeirinha – a mulher pega Adler no colo e o põe sobre uma poltrona.

Ela põe uns óculos escuros. Um homem sai de umas das portas e chega próximo a Adler. Ele também tinha óculos escuros.
O tal prende os pulsos e as pernas de Adler com uma correia que estava também presa à poltrona.

- Ai, isso está machucando! – diz Adler tentando se soltar.
- Fique calmo, Adler, só irá durar alguns segundos. – diz a mulher sorrindo.

Ela direciona um tubo para Adler e pressiona um botão. Do tubo sai uma luminosidade muito intensa.
Adler arregala os olhos e fica paralisado, olhando o raio de luz acertando diretamente seu rosto. E com o pouco de controle que o restava, deu um grito que durou um segundo...

... Adler acorda.

Adler acorda do sonho, também gritando. Ele está deitado em sua cama.

- Ah... Esse sonho de novo... – ele diz e esfrega os olhos – Minha cabeça dói – diz, pondo a mão direita sobre a testa.

Olha o relógio e são 5:59. Logo o relógio desperta sinalizando as 6 horas da manhã.
Adler bate no despertador, desativando-o, e se levanta.

...

- Tchau, mãe! – grita ele saindo de casa e montando em sua bicicleta. – Lembro-me vagamente de algumas partes da minha infância... – pensa ele consigo.

“Uma sala branca muito iluminada. Muitas pessoas. Então um sinal alto é soado e uma luz forte toma toda minha visão...”. Adler lembra as palavras de seu avô.

- Os acontecimentos nesse sonho podem ter realmente acontecido... Como aconteceu com meu avô, quando ele era criança... – reflete ele consigo – É por isso que não posso confiar em todos. Há algo podre por trás do mistério desse muro...
Alder segue até seu colégio, com sua bicicleta.

...

O sino do colégio anuncia o intervalo.

- Adler! Vai querer almoçar com a gente? Nós vamos almoçar lá fora. – diz Mith, com uma enorme empolgação e seu sorriso feminino irresistível, em uma tentativa de misturar Adler aos outros.
- Não. – diz Alder - Passo essa... Tenho algo importante a resolver...
- Ah, antissocial... – Mith diz irritada, e vai embora.
- Tem alguém a quem tenho algumas questões a fazer – pensa Adler, enquanto anda até a mesa onde Reynard, que está a almoçar sozinho.

Ele se senta na cadeira, da carteira que fica em frente à carteira de Reynard, com a cadeira ainda do lado ao contrário. Repousa, então, os braços sobre onde deveria se encostar as costas na cadeira.

- O que você quer Adler? – diz Reynard sem nem mesmo olhar para Adler.
- Eu vi quando você foi pego pelos caras da O.C. ontem... – Reynard agora olha para Adler após este dizer isso.
- E o que tem?
- O que aconteceu depois daquilo?
- Pra quê você quer saber? A curiosidade matou o gato... – diz Reynard, sorrindo sarcasticamente.
- Vai, diz logo.
- Não lembro direito. Sei que os caras me levaram parar um lugar branco bem iluminado. Minhas memórias estão um pouco confusas...
- Então isso também aconteceu com você... – pensa Adler – De qualquer forma, foi inútil perguntar algo a você... – diz ele baixinho.
- Espere, eu estou lembrando uma coisa...
-?
- Minha máquina fotográfica... Eu me lembro de ter tirado umas fotos com ela, até que eu encontrei algo... Ai, minha cabeça – diz Reynard pondo a mão na cabeça – Não consigo me lembrar direito do que era...
- O que você viu? – diz Adler se levantando agitado
- Já disse que eu não lembro!
- Ah... Desculpa... – Adler senta-se novamente
- Mas eu consegui tirar uma fotografia antes que me capturassem.
- O que?!
- Um cara da O.C. pulou em cima de mim, mas ainda consegui tirar uma fotografia... Deve ter saído toda desfocada.
- Como assim?! Você tirou uma fotografia?! Onde ela está? – Adler começa a aumentar a voz novamente.
- Ah, provavelmente foi destruída quando eu caí, senão foi confiscada por eles... É melhor eu deixar ela pra lá e comprar outra...
- Ou talvez ela ainda esteja no local... – diz Adler a si mesmo.
- É uma pena, era de uma edição especial limitada. Gastei todas as minhas economias pra poder compra-la...

O sinal, indicando o término do intervalo, toca.

- Obrigado por responder às minhas perguntas, Reynard... – diz Adler se levantando e andando até sua carteira.

Ele se senta e começa a pensar.

- Talvez...

Seu pensamento é interrompido pela chegada de Mith, que se senta na carteira ao lado da dele.

- Talvez... – ele volta aos pensamentos – Se eu encontrar a máquina fotográfica, que Reynard deixou cair, conseguirei descobrir o que há do outro lado do muro...

O professor chega à sala de aula.

- Alunos! Silencio! – diz o professor pondo suas coisas sobre a mesa - Sentem-se em suas canteiras e vamos começar as aulas dessa sexta... – e começa a escrever no quadro.

Adler olha para a janela, o céu estava nublado.

- Essa fotografia é a resposta-chave para desvendar o que ocultaram todos esses anos...

“O que há do outro lado do muro?”

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#16 Re: Summitown em 9/1/2013, 7:43 pm

Fujiko

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adler é um tipo de gênio ou algo assim?Enfim,muito foda mesmo,eu tava com preguiça quando li o prologo,ai depois que li o primeiro eu fiquei com uma vontade enorme de ler o resto,parabéns,continue assim man.


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#17 Re: Summitown em 9/1/2013, 7:49 pm

Dariks

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Vlw cara...

O Adler não chega ser um gênio, ele é inteligente, mas com uma curiosidade fora do comum. Vou tentar manter o nível de mistério, e sempre tentar melhor...
Até Cool

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#18 Re: Summitown em 10/1/2013, 5:33 pm

Raku Ichijou

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Li o segundo capítulo, gostei bastante, porém, se quiser, posso avaliar cada capítulo, um por um, mas você teria que criar um tópico para cada.


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#19 Re: Summitown em 10/1/2013, 7:05 pm

Dariks

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Eu prefiro ir pondo no mesmo, mas tipo, qualquer capítulo ruim que eu fizer vcs podem diminuir a nota do roteiro todo Cool

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#20 Re: Summitown em 10/1/2013, 11:30 pm

Akira

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Oi Dariks!
Eu gostei muito dessa sua história ::3 você escreve bem cara Cool
Sabe que eu até formei a imagem da história e os personagens na minha mente, a forma como você escreve, esse ar de mistério e os detalhes como você expressa, eu não tinha muito costume de ler, mas eu vou acompanhar sua história hehe :\o/: Parabéns !! Smile

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#21 Re: Summitown em 11/1/2013, 10:53 am

Dariks

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Muitos arigatos, cara. Vou tentar seguir com essa história até o fim agora, tentando melhorar a cada capítulo. hehe Vlw por ler o/

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#22 Re: Summitown em 12/1/2013, 11:50 am

Fujiko

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esperando o cap 3 vai


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