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matéria mto bacana do JBOX, vamu discutir essa bagaça Empty matéria mto bacana do JBOX, vamu discutir essa bagaça

em 10/1/2013, 8:16 pm
fonte:http://www.jbox.com.br/
http://www.jbox.com.br/2012/09/12/especial-o-mercado-interno-japones-de-mangas/


matéria mto bacana do JBOX, vamu discutir essa bagaça Onepiece

Se você gosta de ler notícia sobre o Japão, já deve ter visto sobre as prisões de “piratas” e a pressão das empresas por leis mais rígidas. A grande razão disso (pelo menos no mercado de mangás) é a queda contínua da venda da maioria das publicações nos últimos anos.

A “queda” não é grande o bastante para acabar com o mercado neste momento, acalme-se, mas é uma amostra de que a “era de ouro” do mangá passou e estamos no declínio. O que não quer dizer que o mangá como conhecemos vá sumir, a longo prazo a coisa pode se inverter drasticamente, quem sabe.

Imagino que muitos que entraram na onda de mangás e animes recentemente, ou que mantêm um interesse mais causal, não percebam o quão novo tudo isso é. As grandes obras que conhecemos e seus autores surgiram a menos de 30 anos atrás (excluído coisas como Ozamu Tezuka e Hagio Moto, que tem cerca de 50 anos). Compare isso às coisas como Super-homem que tem mais de 70 anos, Asterix com 50 anos ou clássicos como Príncipe Valente fazendo 75 anos.

A primeira revista de mangás contemporânea foi a Gekkan Manga Shounen da Kodansha, lançada em 1947 e extinta em 1955. Mesmo esta tendo falhado, grandes nomes nasceram na época de sua morte como: Ribon (1955), Shuukan Shounen Sunday (1959) e Nakayoshi (1954). Mas foi na próxima década que a coisa expandiu, a Kodansha ressurge com a Shounen Magazine em 1960, a Margaret nasce em 1963, Big Comic nasce em 1968, a Shounen Champion em 1969 e a grande Jump em 1968.

Na próxima década são lançadas pelo menos 20 novas magazines. Conforme nos aproximamos dos anos 1980, a coisa aumenta ainda mais e durante os anos 1980 e 1990, ápice de vendas, houve pelo menos 80 novas magazines, muitas já extintas. Após isso, entra o declínio, 30 dessas revistas morrem, embora muitas mais tenham sido lançadas na época.

A “era de ouro” foi os anos de 1985-2000 quando algumas revistas vendiam mensalmente 5 milhões de cópias, época de Samurai X, Dragon Ball e Slam Dunk. Em 1995 foi o grande recorde, a Shounen Jump (a semanal) vendeu mais de 6.53 milhões de cópias. Mas já em 1998, com o final de tais séries, a revista passou a vender uma média de 4.45 milhões, chegando, mais tarde a perder sua primeira posição em vendas para a Shounen Magazine (a semanal). Enquanto isso competidores menores ainda sim vendiam mais de 1 milhão de cópias, algumas chegavam aos 2 milhões.
Em 2007 houve outra queda grotesca: em questão de meses a venda das revistas caíram em 2 milhões de cópias. Nesta época a Shounen Jump passou a vender 2.75 milhões. A partir daí as revistas se estabilizaram e chegaram a crescer. A Shounen Jump, por exemplo, subiu de volta para 2.9 milhões e atualmente tem se aguentado nos 2.8 milhões de cópias. Sua maior concorrente, a Shounen Magazine, não teve tanta sorte, caiu e vem caindo desde 2000, perdendo cerca de 50~100 mil cópias vendidas por ano, sendo que em 2012 ela está na casa dos 1.4 milhões.

Embora terrível, a queda não ameaça matar tais revistas, vender milhões é mais que o suficiente para sobreviverem (talvez os autores comecem a morrer de subnutrição, mas a revista sobrevive).

Agora, se pararmos e pensarmos nas pequenas, nas revistas de público feminino… Elas nunca venderam tanto, muitas são inclusive muito novas (de 1995 em diante) e foram lançadas para aproveitar o BUM. Algumas chegaram a alcançar alguns milhões, mas atualmente 200 mil é uma tiragem excelente, e a grande verdade é que elas ficam presas aos 50 mil exemplares.

Essas revistas com 50 mil de vendas, mal se sustentam e constantemente estão sendo fechadas e novas com mesma cara são lançadas, uma tentativa de que o “novo” na capa gere mais lucro. Ou estilos cada vez mais inovadores e alternativos tem sido criados na esperança de encontrar uma mina de ouro escondida. O que mantém estas revistas são a vendagem dos volumes encadernados no Japão e no mundo.

Mas, mais que isso, fica evidente como desde 2005 é a venda de volumes que tem carregado o mercado. Embora o gráfico pare em 2006, até 2010 os dados oficiais do Japão mostram a mesma tendência, volumes gerando mais que as magazines, com uma queda contínua no total.

Comparando ambos os gráficos, o número de cópias vezes o valor das vendas, percebemos que a quantidade vendida está estável, mas os preços dos volumes crescem continuamente para suportar o mercado.

Conquistando o mundo
Pare e pense: quando foi que você viu seu primeiro mangá? Se você é mais velho, deve ter testemunhado como a “era de ouro” dos quadrinhos japoneses chegou a tentar invadir o Brasil. Nos anos 1980 e 1990 tivemos Lobo Solitário, Crying Freeman e A Lenda de Kamui, por exemplo. Títulos adultos e alternativos, sem muita propaganda ou apelo para o público mais jovem.

Mas, foi em 2000 que a coisa realmente começou por aqui, não apenas por influência dos animes, mas as editoras japonesas em declínio perceberam que estava na hora de buscar mais mercado, oferecendo bons preços, divulgando e estimulando editoras do mundo todo.

Nos Estados Unidos, essa invasão foi um pouco antes, por volta de 1996 e 1997. Foi nessa época que editoras como Viz e Tokyopop começaram a divulgar agressivamente os mangás para o público jovem americano. E a coisa pegou bem, atualmente é o segundo maior mercado de mangás, gerando cerca de 200 milhões de dólares por ano.

Na Europa, a situação foi similar, embora mangá lá não fosse algo desconhecido poia muitos autores japoneses e europeus mantinham contato ou influenciavam um ao outro. Em meados de 1990, entretanto, mangás para o público mais jovem começaram a aparecer e foram muito bem recebidos, em especial na França e Alemanha. Atualmente só estes dois geram 250 milhões de dólares por ano. Nesses dois paises os mangás movimentam mais de 60% do mercado de quadrinhos.
matéria mto bacana do JBOX, vamu discutir essa bagaça Dragonball
Por influência francesa, Itália, Espanha e Portugal passaram a consumir mangás também. A Itália foi um dos países que melhor recebeu os mangás e seu mercado tem crescido bem. Espanha e Portugal, por outro lado, consumem títulos em francês, italiano ou, o que não é incomum, brasileiro. Da mesma forma, a Alemanha influenciou seus vizinhos e praticamente todos os países Europeus possuem um comércio de mangás saudável. Inclusive a Rússia, que teve tantos problemas econômicos, possuem um mercado bem grande de mangás, sendo um dos primeiros a licenciar as novidades japonesas.

Além do mercado ocidental, as empresas olharam para seus vizinhos, em especial a Coreia, Taiwan e Hong Kong. Estes países absorveram a cultura japonesa ainda mais agressivamente, é absurdo a quantidade de títulos traduzidos em coreano e chinês. E é claro, vendo essa venda absurda, as empresas coreanas começaram a perceber que elas podiam produzir seus próprios trabalhos e não ter que pagar nem um centavo para os japoneses. E eis que nasce os primeiros Manhwas, games e animes coreanos em meados dos anos 1990.

O público coreano apoiou e muito a cultura nacional, a quantidade de empregos devido a esse novo fenômeno foi muito alta, atualmente por volta de 700 mil pessoas trabalham na área. A Coreia, que não é boba, começou a fazer a mesma coisa que o Japão, invadiu-o com o “novo” e afundou ainda mais as editoras nipônicas.

Em resposta à “ameaça”, as editoras passaram a “roubar” coreanos para trabalharem nas revistas japonesas, sendo que um dos mais bem sucedidos é a dupla Yang Kyung-Il e Youn In-Wan, autores de Defense Devil e Shin Angyou Onshi. Fato curioso, Youn possui uma empresa especializada em encontrar “talentos” coreanos e lançá-los no Japão, chamada Youn Story Lab.

A Coreia não foi a única pedra no sapato dos japoneses. Os chineses, em especial Taiwan, seguiram a mesma ideia e começaram uma produção nacional pesada dos “manhua”. Embora não tenha se expandido pelo mundo, é muito forte dentro de seus países e aos poucos se vê coisas aqui e ali. Vá se acostumando. Vale a pena informar que Manhwa e Manhua são como os coreanos e chineses leem os kanjis de Mangá. E não como “os coreanos/chineses falam quadrinhos”. É literalmente uma cópia dos mangás.

Atualmente a Coreia começou a expandir para outros países que não Estados Unidos e Europa e um dos frutos desse esforço é Freezing pela JBC. Vale a pela mencionar que eles tem exportado também música, o famoso KPop e suas coreografias, filmes e dramas.

Países europeus tentaram fazer suas próprias magazines, mas a coisa não pegou muito bem. Ainda existe uma ou outra, e algumas das obras conseguem até uma popularidade global.
matéria mto bacana do JBOX, vamu discutir essa bagaça Hokuto
A ameaça da Internet
Lá estão nossas editoras japonesas, vendendo para todos os lados que podem, tentando se segurar, e BAM, vem a época do “share”. Chega a Santa Internet na casa de todo mundo, mais que isso, chegam as conexões rápidas e com elas o P2P. (P2P, Peer-to-peer, ponto-a-ponto é um tipo de sistemas de distribuição descentralizada onde cada usuário baixa um do outro. Donwloads via MIrc, E-mule, Kazaa, Ares e Torrent são exemplos de P2P.)

Em 2003 nasce o P2P mais famoso de sua época, o Winny. Ele foi uma revolução no Japão, pessoas de todos os cantos distribuíam animes, mangás, músicas, livros. Apenas 3 anos depois, a coisa ficou tão grande que o Japão teve que tomar medidas sérias, prendeu o rapaz criador e um punhado enorme de usuários na tentativa de acabar com a zona. Inocência…

E veio o Share, mesmíssima coisa que o anterior, dessa vez um autor anônimo, esse ninguém conseguiu fechar, embora volta e meia alguém é preso. Atualmente existe o Perfect Dark, feito para salvar o Share, que anda sendo cada vez mais atacado pelo governo. Este entretanto faz algo que nunca nenhum outro vez, é também em inglês e de fácil entendimento para americanos e europeus. Basicamente um “vamos piratear todos juntos, YEAH!”.

Imagina a cara das editoras japonesas, quem vai comprar volumes e revistas quando no dia seguinte tá tudo na internet? E as pessoas preferem assim, o que fazer? Chegam finalmente as web magazines com os mangás e sites de leitura online oficiais. Além disso várias editoras oferecem serviço de leitura por celular, que é bem famoso por lá. Ironicamente, nos Estados Unidos a ideia pegou e vários sites piratas oferecem leitura online de mangás não-licenciados.

Enquanto os japoneses tentam salvar seu próprio mercado, a coisa começa a se complicar do outro lado do globo. Ao mesmo tempo que o Winny e o Share, os scanlators e fansubs multiplicam-se, afinal agora eles tem como conseguir material de graça e fácil. E mesmo tendo qualidade duvidosa em muitos casos, o “de graça é mais gostoso” é simplesmente irresistível para os ocidentais. Várias ameaças foram feitas a esse público no decorrer dos anos, vários sites foram fechados e multados, mas aqueles que apenas tinham materiais não licenciados saíram ilesos, já que o único que poderia invocar com eles era o Japão, e internet é terra-sem-lei.

Para piorar, os scanlator e fansubs tinham uma vantagem, poder lançar com poucos dias de atraso em comparação aos japoneses. Como competir? Surge, em 2002, a Shonen Jump americana, disposta a trazer o mais rápido possível os novos capítulos para o ocidente, embora pareça não ter dado muito certo e tal foi extinta em março de 2012. No mundo dos animes surgem sites especializados em animações online também quase ao mesmo tempo que os japoneses.

Mas, a dura verdade é que tudo isso meramente alivia a situação, porque tanto os animes quanto os mangás continuam em queda. É absurdamente fácil baixar-se algo na internet, inclusive em velocidades absurdas. Você baixa um filme em menos de meia hora com uma conexão alta. Comparado ao sufoco que era dias de download antigamente, levava a noite toda para baixar o capítulo do anime X. A facilidade e comodidade de piratear é simplesmente grande demais para se competir.
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Ofensiva legal
Atualmente as empresas e editoras têm partido para outra ofensiva, a legal. Várias leis e acordos tem sido estimulados nos países, mais recentemente o SOPA e o PIPA, nos Estados Unidos. Para sorte dos “piratas”, tais leis são ferozmente combatidas pela população.

Mas o fato é que a maioria dos países não possuem leis específicas para a internet e existem vários dilemas envolvendo a mesma, como localidade física vezes público direcionado. Como punir um scanlator americano num servidor tailandês? Seja um PIPA da vida ou não, todos os países serão cada vez mais pressionados a terem leis básicas envolvendo a privacidade e posse na internet. Como isso irá impactar esta situação ainda está para ser escrito.
Como dito acima, os volumes mais adultos costumam vender bastante, então a venda baixa das revistas não é tão alarmante. Embora algumas delas estejam descendo demais, como a Cocohana.

E aqui eu finalizo meu estudo. Ressalto que não é minha intenção discutir pirataria, se é errado ou não, se sou contra ou não, mas, sim, discutir as consequências de tudo isso no mercado de mangás japonês. Cabe a você mesmo pensar no assunto, nas consequências e tomar alguma atitude, ou não.

E ressalto que mercado em queda não significa mercado entrando em falência, é improvável que isso ocorra, mas muito provável que ela mude e se adapte a um público menor.

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Fujiko
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em 10/1/2013, 11:06 pm
tá penga,amanhã eu leio.

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Juanito
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em 11/1/2013, 4:57 pm
aaa man n tem pq se preocupar depois da internet n só o mangá mais mt coisa deu 1 baixadinha no nº d vendas ;D ex:livros,etc...

ps: preguiça d dar exemplos muahahah

ps2:eu vendi o meu ps2 ='(

ps3:aaaa escalantors n podem acabar se n n tem hqs pra min ='(

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tou devagar quase parando matéria mto bacana do JBOX, vamu discutir essa bagaça 1371890812 eu dice QUASE matéria mto bacana do JBOX, vamu discutir essa bagaça 3120299855
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em 11/1/2013, 6:57 pm
apesar de vir diminuindo as vendas, todo mundo concorda q a cultura otaku está longe de ter um fim, o acesso as mídias piratas é muito fácil e torna cada vez mais disponível ao público.
nosso dever é apoiar comprando os mangás e etc...aliás como é bom folear uma boa edição de manga(ex: dragon ball 2), amanhã vou pagar meu boleto da assinatura de bakuman e comprar o mangá de deadman wonderland. é caro, mais vale a pena.

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