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#1 Esperança (drama-oneshot) em 30/12/2013, 9:25 pm

kingkenzo

Usuário Nível 2
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Projeto que criei a partir de um sonho que tive (o primeiro parágrafo do roteiro é basicamente meu sonho simplificado e um pouco floreado).

Sinopse (~trecho): 
"a esperança faz a balança pender para o lado positivo, mas e se for uma falsa esperança levada pelo nosso egoísmo? O cérebro passará o resto da vida se enganando? ... bom, ele vai tentar."

Esperança:
Nomes – significados- idades iniciais

Pai: Tryet (eu “inventei”, baseado em “Try” (tentar)) (16)
Mãe: Harriette (manda em casa) (16)
Filha: Aida (saudável) (0)
Vizinha: Nancie (favor, graça) (15)
Namorado: Scott (nome que combina com Aida) (0)
 
  Cozinha, noite (um completo breu do lado de fora).
  Tryet: [na porta da cozinha enquanto segura a bebê Aida] o que está cozinhando a essa hora Harriette?
  Harriette: estou fritando umas calabresas [riso]
  Tryet: Aida é apenas uma bebê, não vai conseguir comer isso.
  Harriette: eu só queria tentar uma última vez. [pega uma e entrega para a bebê] vamos lá Aida [sorriso de quem se esforçou para fazer algo].
  Aida pega a rodela de calabresa frita e começa a chupar. A bebê sorri e deixa a calabresa cair. Harriette dá um belo de um sorriso emocionado. Tryet entra na cozinha para ficar feliz com ela, mas Harriette gentilmente tira ele de sua frente e vai para a porta, saindo da cozinha.
  Harriette: Tryet... prometa que não deixará Aida nas mãos de qualquer uma... e que sempre que ela sentir falta de mim, faça com que se lembre que voltarei (imagem dos pés de Tryet e da calabresa que caiu).
  Na frente de Harriette está sua irmã como quem porta más noticias. Aida olha para seu pai, que deixa uma lágrima escorrer até seu queixo (pois está com a bebê no colo e não pode limpar).
 
  Aida (~5 anos) entra chorando por causa de um machucado no quarto onde Tryet trabalha no computador.
  Aida: papai!
  Tryet: o que foi querida?
  Aida: [mostra o machucado]
  Tryet: [se levantando e saindo do quarto junto com ela] onde fez isso querida?
  Aida: eu estava brincando com o Steve e com o Scott, quando eles falaram mal da Harriette... eu empurrei o Steve, mas o Scott me empurrou depois e eu bati o braço em uma pedra.
  Tryet: hum... vamos lá pedir desculpas ao Steve e ao Scott depois de cuidarmos disso.
  Aida: por que? Foram eles que começaram e sou eu que estou morrendo aqui.
  Tryet: não importa Aida, você nunca deve usar a violência.
  Aida: tá bom... mas não vou concordar com o que falaram de Harriette.
  Tryet: o que falaram da sua mãe? [pegando as coisas para cuidar da ferida]
  Aida: disseram que as mães deles sempre acharam a comida dela horrível.
  Tryet: se prepara [põe álcool no algodão] ... como você sabe se é ou não é horrível se sou eu quem sempre cozinha aqui?
  Aida: ai ... eu não sei... ai... só fiz o que pareceu certo... ai porcaria.
  Tryet: [ri do porcaria] pronto... e a minha comida é horrível?
  Aida: vai me empurrar se eu falar que sim?
 
  Aida com 8 anos na peça da escola. Tryet assiste orgulhoso da plateia. Parece que ele é o único homem ali. Na peça Aida está vestida como um plebeu sujo e de chapéu junto a um grupo de outros alunos vestidos de plebeus.
  Plebeu: amanhã vamos brincar de caçar sapos, você vem com a gente Peter?
  Aida: venho sim, mas me chamem de Maria [tira o chapéu e o cabelo longo se revela].
  Plebeu: a princesa!
  Plebeu: não pode ser!
  Plebeu: Ela me viu nadar pelado!
  Aida: [ela sorri orgulhosa na atuação e por olhar o pai também].
  Todos na plateia levantam para aplaudir as crianças que fizeram um bom trabalho.
  Saindo da escola Aida e Tryet de mãos dadas.
  Tryet: muito boa a peça filha. E você... parecia uma atriz profissional.
  Aida: mas eu sou uma atriz profissional pai, ganhei cinco pirulitos da professora quando a peça terminou.
  Tryet: [risos] e o que combina com pirulito querida? ... você sabe, é gelado, cremoso e caro... querida?
  Aida está distraída olhando um casal super feliz parabenizando o filho super feliz por causa da peça. Aida se abala por um instante, mas se recupera ao ver Tryet tentando entender o porquê da distração dela.
  Aida: [dá uma puxadinha na mão do pai] a gente pode tomar sorvete pai?
  Tryet: [cai na distração da filha e olha para ela sorrindo] podemos sim.
 
  Aida (~12 anos) na porta da vizinha Nancie (uma mulher bonita e simpática da mesma idade de Tryet). Nancie olha para Aida, que esta muito sem graça e chorando assustada “tampando a calcinha”. Ela a convida para entrar. Uma conversa pessoal ocorre entre as duas na sala. Aida sai feliz/aliviada da casa após alguns minutos. Nancie liga para Tryet. Aida entra na casa escondendo um pacote debaixo da camisa.
  Tryet: alo? Nancie? Algum problema? [ela conta da conversa] sério que ela foi falar com você?
  Nancie: sim, mas não fale que eu te avisei.
  Tryet: tudo bem. Obrigado... e sinto muito ter dado esse trabalho.
  Nancie: sem problemas Tryet, você é um pai solteiro, é compreensível que tenha esquecido dessa conversa de menina.
  Tryet: [sério] não sou solteiro.
  Nancie: então peça que Harriette tenha essas conversas de meninas com Aida... [arrependida] me desculpe Tryet.
  Tryet: [muito sério] sem problemas Nancie... está tudo certo com Aida?
  Nancie: sim, é nessa idade que geralmente acontece mesmo.
  Tryet: obrigado por ter tido essa conversa com ela... se acontecer de novo por favor peça que ela venha falar comigo... darei um jeito.
  Nancie: tudo bem... desculpe Tryet... só acho que você está sofrendo a toa.
  Tryet desliga na cara de Nancie e volta para a cozinha, onde se perde em pensamentos e esquece a calabresa no fogo.
 
  Aida (15 anos), seu namorado Scott (15 anos) e Tryet terminando de jantar. Tryet leva a louça para lavar. O casal permanece a mesa e sussurram.
  Scott: seu pai parecia deprimido... ele não gosta de mim?
  Aida: ele gosta sim... meu pai já está assim a algum tempo, só que hoje está pior...
  Scott: quer que eu vá embora para que possam conversar?
  Aida: sim... obrigado Scott.
  Scott: vai me ajudar a ganhar alguns pontos e fale desse meu gesto de bondade para ele.
  Aida: [rindo] vai logo seu bobo.
  Ela vai até a cozinha, onde Tryet lava mecanicamente a louça.
  Aida: pai... está tudo bem?
  Tryet: sim querida... por que a pergunta?
  Aida: Scott e eu achamos que você parece deprimido... é por causa da Harriette?
  Tryet: por que seria por causa dela?
  Aida: sempre é por causa dela...
 
  Aida (18 anos) conversando com Tryet. Scott espera no carro.
  Aida: estou indo pai... vai ficar tudo bem?
  Tryet: [chorando e sorrindo] vai sim.
  Aida: [risos] o senhor parece que está gostando que eu esteja saindo de casa.
  Tryet: ... [mentindo] orgulho... é isso que estou sentindo agora Aida.
  Aida: [acredita] obrigado pai... eu amo o senhor.
  Tryet: também te amo Aida. [se abraçam]
  Aida sai da casa com as malas. Tryet espera até que ela e Scott virarem a esquina.
  Tryet: [fechando a porta] agora que Aida se foi, vai ser mais fácil.
 
  Aida (18 anos) na aula de psicologia.
  Professor: saudade, sentimento proveniente de sentir a falta de algo ou alguém... faltar... incompleto... “existe um pedaço de mim que não está comigo”, logo me sinto mal... alguma teoria para isso? ... vamos lá... Aida, sinto que tem algo interessante a dizer.
  Aida: ... hum... egoísmo?
  Professor: interessante... fale mais, você consegue.
  Aida: ... o ser humano quer sempre estar completo... está sempre buscando a felicidade própria.
  Professor: muito bom... o que foi Peter?
  Peter: saudade não traz felicidade também? Tipo, lembranças felizes.
  Professor: como Aida falou, o ser humano é egoísta e sempre busca a felicidade, por isso ele burla algumas regras de lógica para se sentir feliz. Lembranças felizes são só um meio de enganar o cérebro fazendo-o acreditar que é feliz... o que não é verdade, pois você foi feliz durante aquela lembrança e agora não tem mais aquele ponto de felicidade, seu cérebro só quer aquela figurinha de volta no álbum... o que nos leva a outro ponto interessante da saudade, a esperança... “quero aquela figurinha de volta” pode ser traduzido como “já tive aquela figurinha, logo posso conseguir outra vez” ... por isso talvez o cérebro se deixe enganar, para nos dar determinação, mas como já falamos antes... hum, vamos ver... Claide, aula de esperança, vamos lá garoto.
  Claide: esperança é... um peso que move a balança de nossos sentimentos para o lado positivo.
  Professor: perfeito senhor Claide... a esperança faz a balança pender para o lado positivo, mas e se for uma falsa esperança levada pelo nosso egoísmo? O cérebro passará o resto da vida se enganando? ... bom, ele vai tentar... mas quando a ficha cair, o lado negativo que estava lá encima, bam! Despenca. A negação se vai, entra em jogo a ira, a barganha, a depressão ou a menos comum aceitação... Aida? Toquei em um ponto sensível?
  Aida: [perdida em pensamentos] ... meu pai... acho que percebi uma coisa sobre ele.
  Professor: ele está em negação?
  Aida: não... digo, sim... não sei... acho que ele se obrigava a ficar na negação.
  Professor: normal, a negação geralmente está ligada com o conforto, ninguém quer ficar desconfortável quando tem opção.
  Aida: mas ele não parecia feliz, e mesmo assim sempre esperou por ela.
  Professor: hum... venha falar comigo após a aula que descobrimos juntos o que está acontecendo com ele.
  Aida: obrigado.
  Professor: bem, onde estávamos? Ah sim, a negação se vai, como a pessoa recebe esse impacto vai variar dependendo do caso [continua falando]
 
  Aida (18 anos) dirigindo em uma estrada (intercalando com flashback dela falando com o professor a sós).
  Aida: me desculpe pai... eu não sabia que representava isso para você.
  Professor: qual você acha que é a motivação de seu pai?
  Aida: Harriette... desculpe, minha mãe.
  Professor: o que aconteceu com ela?
  Aida: não cheguei a conhece-la e não gosto de forçar meu pai a falar dela ele sempre fica deprimido quando se lembra dela.
  Professor: hum... nenhuma ideia do porque ela foi embora? ... qual seu sobrenome mesmo?
  Aida fala o sobrenome, o professor digita algumas coisas no notebook e solta um suspiro.
  Professor: caramba... melhor você falar com seu pai... se possível pessoalmente [vira o notebook para Aida, que leva as mãos a boca pelo choque].
  Aida estaciona em frente a casa de Tryet e corre, bate na porta e entra sem esperar por Tryet.
 
  Tryet está feliz na sala comendo calabresa frita e assistindo tv. Aida entra e o abraça repentinamente no sofá.
  Aida: [chora] desculpe pai... por sempre acreditar que Harriette nos abandonou por medo, por ser uma jovem com medo de perder sua vida cuidando de uma filha... não sabia que ela estava doente.
  Tryet: [segue a emoção da filha] por que nunca me disse que achava isso filha?
  Aida: quando criança era ingênua, achava que Harriette iria voltar e não pensava mal dela... mas vi o mal que a lembrança da falta dela causava em você e passei a odiá-la e criar teorias... a balança começou positiva, mas te ver sofrendo fez o medo tomar conta da esperança... medo de te ver triste pai.
  Tryet: sou eu quem deve se desculpar querida... Harriette saiu de casa com um objetivo e eu estraguei as chances dela... quando era criança gostava de te ver e brincar com você... mas o tempo passou e a saudade foi aumentando, e a criança se tornou a lembrança viva de que Harriette não estava mais conosco... fiz o possível para manter a esperança viva, mas sempre que te olhava lá estava a imagem de sua mãe e o motivo dela ter partido... nisso minha tristeza fez as pessoas pensarem que precisa de outra pessoa em minha vida... mas Harriette é minha vida e você a tirou... por muito tempo a odiei em segredo filha... me desculpe, você nunca teve culpa disso.
  Aida: ... eu entendo pai... mas não entendo porque Harriette nos abandonou ao invés de simplesmente deixar acontecer.
  Tryet: já está na hora de saber... sua mãe tem um tumor intracraniano, ela descobriu pouco antes de ficar grávida de você... Harriette podia se tratar, mas não estando grávida, seria perigoso para o bebê... sua mãe escolheu arriscar e esperar o bebê... após seu nascimento ela voltou ao hospital e era tarde demais para hospitais do interior... por isso ela foi embora... abandonou a chance de te ver crescer para que você não a visse morrer. Antes de ir ela me fez um pedido... manter a esperança viva em você... de que um dia ela voltará... mas nem eu mesmo tinha mais esperanças, pois é óbvio que Harriette já está [interrompido por um abraço de Aida].
  Aida: pai... podemos fazer um bolo quando a mãe voltar?

  Aida se lembra do que havia visto no notebook do professor, o atestado de óbito de Harriette aos 18 anos.

Link para o mesmo texto no google drive: Esperança - Google Drive
Link para a pg em que esse projeto se encontra no meu portfólio: King Kenzo


Ta ai... qualquer coisa gritem.

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#2 Re: Esperança (drama-oneshot) em 30/12/2013, 9:39 pm

Everland

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eu entendo essa parte de o cérebro se enganar já tive muitos problemas com pessoa incapazes de abandonar falsas esperanças (negação e aceitação são estágios do luto) mais por deus arruma uns nomes mais simples, mais eu não gostei dessa parte de a ela te abandonou pra você não sofre quando ela morresse, não pra esse é o tipo de decisão egoísta e forçada que não da pra aguentar é como "os seus pais apagaram a suas memorias para que você não sofresse" é hipocrisia


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espelho espelho meu existe membro mais hiperativo do que eu?


louco eu? não louco é alguém que enxerga a realidade diferente de como ela é, eu mudo a realidade com a minha vontade por tanto não sou um louco sou um deus


gosto de pessoas interessantes e anormais para mim não ha veneno pior que o tedio
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#3 Re: Esperança (drama-oneshot) em 31/12/2013, 6:58 pm

kingkenzo

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não é coisa só de luto esses 5 estágios... acho que vale para qualquer trauma.
aka: http://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_de_K%C3%BCbler-Ross

os nomes... eu gosto deles, são diferentes, sem serem muito estranhos e tem uma pitada de significados... mas sei lá, se mais pessoas reclamarem eu mudo... na versão desenhada/filmada (¯\_(ツ)_/¯ pq não), pois dificilmente volto a mexer nesse roteiro... pelo menos não tão cedo.

ela tava morrendo, teve uma filha e a única chance de sobreviver era indo para a capital... opções, levar a família e tentar a sorte com eles lá, num lugar desconhecido, onde a filha e o pai a veria morrer... ou abandonar a família e dizer "quando eu melhorar eu volto", mantém a família num lugar confortável e diminui o sofrimento caso ela morresse ou durante o tratamento, que deve ser algo bem pesado.
... sei lá... é meio forçado, mas ainda faz sentido pra mim.

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#4 Re: Esperança (drama-oneshot) em 31/12/2013, 8:15 pm

Everland

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